O agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China sacudiu os mercados financeiros nesta segunda-feira (7), provocando fortes quedas nas bolsas internacionais. No Brasil, o Ibovespa recuou 1,31% e o dólar disparou, encerrando o dia a R$ 5,91. Em meio a esse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou tranquilizar os brasileiros e afirmou que o país está preparado para enfrentar a crise.
Lula afirmou que as falas do presidente americano Donald Trump, que anunciou tarifas comerciais sobre mais de 180 países, incluindo o Brasil, “não abalarão” a economia nacional. Segundo ele, o Brasil possui hoje reservas internacionais de US$ 370 bilhões e um histórico recente de responsabilidade fiscal.
“Temos um colchão que garante estabilidade. Pagamos a dívida externa e hoje temos musculatura para resistir”, disse Lula em coletiva de imprensa. Ele também ressaltou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está “tranquilo” diante do cenário, graças à solidez econômica construída ao longo dos anos.
A guerra comercial também trouxe preocupações quanto à inflação global e possíveis recessões. A bolsa de Hong Kong, por exemplo, despencou 13,22%. O temor é de que a escalada nas tarifas gere aumento nos preços, retração no consumo e menor crescimento global.
Lula reafirmou que o Brasil utilizará mecanismos legais, como a Lei da Reciprocidade Econômica, para defender seus interesses. “Vamos responder com responsabilidade, mas com firmeza. O Brasil não será refém do protecionismo de ninguém.”
