Diário de Cabrália

Conflito de terra na Bahia: suspeitos alegam legítima defesa após morte de indígena

O confronto que resultou na morte do indígena João Celestino Lima Filho, de 50 anos, em uma fazenda no município de Prado, sul da Bahia, ganhou novos contornos após a versão apresentada pelos suspeitos envolvidos no tiroteio. Segundo eles, a ação teria sido uma reação em legítima defesa.

De acordo com depoimentos colhidos pela Polícia Civil, os dois homens estavam dormindo na sede da fazenda quando, por volta da madrugada de sexta-feira (4), foram surpreendidos por cerca de 20 indígenas supostamente armados com pedaços de madeira e facões. Os suspeitos afirmam que a porta da residência foi arrombada, e que agiram para se defender.

João Celestino foi atingido por um tiro no abdômen durante o conflito. Ele ainda teria entrado em luta corporal com um dos suspeitos, fazendo com que a arma fosse tomada e posteriormente apreendida pela polícia. A pistola, segundo a polícia, era registrada e estava com três munições deflagradas.

Um dos envolvidos no tiroteio também ficou ferido e realizou exames de corpo de delito. A investigação foi registrada inicialmente como tentativa de homicídio, esbulho possessório com uso de violência e lesão corporal.

A Delegacia Territorial de Prado segue apurando os fatos, enquanto organizações indígenas cobram uma investigação mais aprofundada sobre o caso. O incidente reacende o debate sobre os conflitos de terra na região e a vulnerabilidade dos povos originários.

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