Diante da prorrogação do estado de emergência zoossanitária por mais 180 dias, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou uma série de medidas preventivas para reforçar o combate à gripe aviária no território nacional. As ações foram motivadas pelo surgimento de novos focos da doença em países vizinhos, o que eleva o risco de introdução do vírus no Brasil.
Uma das principais determinações é a suspensão de eventos que envolvam aglomerações de aves, como exposições e feiras agropecuárias. Além disso, fica temporariamente proibida a criação de aves ao ar livre, uma estratégia que visa diminuir o contato entre aves domésticas e silvestres — principal vetor da transmissão do vírus.
A gripe aviária é uma doença viral de alta transmissibilidade entre aves, com potencial impacto devastador na avicultura brasileira, um dos setores mais produtivos do agronegócio nacional. O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, tem interesse estratégico em manter o status sanitário livre da doença.
Segundo o Mapa, embora rara em humanos, a infecção por gripe aviária pode ser grave. Os sintomas incluem febre alta e dores musculares, semelhantes aos da gripe comum. A letalidade da doença é alta: quase 52% dos casos registrados globalmente desde 2003 resultaram em morte.
O governo reforça que o consumo de carne e ovos de procedência inspecionada é seguro, e que a população deve colaborar com a notificação de casos suspeitos.
